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quarta-feira, 12 de maio de 2010

AOCP - PREF. CAMAÇARI - BA (NÍVEL SUPERIOR - 2010)

Antes de começar, baixe a prova aqui.

1ª PARTE

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31 - Essa questão foi de graça. No 4º parágrafo temos as atividades não pedagógicas elencadas. Basta ver nos itens, aquele que não aparece no texto.

Resposta: B


32 - O último e penúltimo parágrafos tornam os itens I, II e III verdadeiros. Observem que está se falando da mudanças aplicadas em Nova York, antipenúltimo parágrafo.

Resposta: E


33 - Nesta questão, é importante identificar a conjunção apresentada e a ideia que ela transmite. Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração. Nesta questão, temos a conjunção "(mais) que ou do que". Essa conjunção introduz oração que representa o segundo elemento de uma comparação.
Esta questão remete-nos a um outro assunto da nossa gramática que também pode responder a questão:
GRAU COMPARATIVO - Usa-se este grau para COMPARAR qualidades dos seres

* DE IGUALDADE
Sou tão alto como (ou quanto) você.

* DE SUPERIORIDADE
Analítico: Sou MAIS ALTO (do) que você.
Sintético: O Sol é MAIOR (do) que a terra.

* DE INFERIORIDADE
Analítico: Sou MENOS ALTO (do) que você.
Sintético: Sou MENOR (do) que você.
Resposta: A

34 - O português exige-nos uma atenção muito especial. Ás vezes, conhecemos o assunto, mas somos induzidos pelo examinador a marcar a opção errada. O papel do examinador, é fazer questões inteligentes que façam o candidato pensar e marcar a alternativa correta, mostrando o seu domínio do assunto.
(A) Colocando a frase numa ordem direta, detectamos o sujeito: "Ajustes são necessários..." (CERTO)
(B) Aposto explicativo é um termo que explica outro anterior. "Consultor do levantamento" está explicando o que Rudá Ricci é. (CERTO)
(C) Observem aqui uma frase na voz passiva analítica. A voz passiva analítica é formada pelo VERBO SER + PARTICÍPIO DO VERBO PRINCIPAL. Vejam estes exemplos de VOZ ATIVA e VOZ PASSIVA:
* - O corretor vende esta casa. (VOZ ATIVA)
Analisando...
O corretor - Sujeito
vende - Verbo na voz ativa
esta casa - Objeto direto
* - Esta casa é vendida pelo corretor. (VOZ PASSIVA)
Analisando...
Esta casa - Sujeito
é vendida - Verbo na voz passiva
pelo corretor - Agente da passiva (O agente da passiva é o sujeito da voz ativa)
Sendo assim, observem que "pela falta de funcionários nas escolas" é agente da passiva. (ERRADO)
(D) Verbos de ligação, como SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, etc, ligam o sujeito ao seu predicativo. (CERTO)
(E) O verbo conversar pede complemento preposicionado (preposição com). Nesta caso, este é um termo integrante da oração. Quem conversa, conversa com. Na frase, "com os professores" é objeto indireto porque liga o verbo ao seu complemento indiretamente por meio de uma preposição. (CERTO)
Resposta: C

35 - Outra questão que deve ser feita com bastante atenção.
(A) O verbo haver no sentido de existir é impessoal, sem sujeito, mas é transitivo direto. Há o quê? "Há desconfiança". Desconfiança é objeto direto porque é ligado ao verbo diretamente, sem auxílio de preposição. (CERTO)
(B) Como dito na alternativa D da questão anterior, verbos, como SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, etc, são verbos de ligação. Ligam o sujeito ao seu predicativo. (CERTO)
(C) o verbo exigir, na frase, é ligado ao seu complemento diretamente (verbo transitivo direto). Quem exige, exige alguma coisa. (CERTO)
(D) O verbo diminuir é intransitivo. Não exige complemento. Se colocarmos a frase na ordem direta, teremos: "A papelada diminuiu muito". Analisando...
A papelada = sujeito
Dminuiu = verbo intransitivo
muito = adjunto adverbial de intensidade (termo acessório) (ERRADO)
(E) O verbo mandar, no sentido de enviar, pede complemento de objeto direto e indireto. Portanto, é transitivo direto e indireto. Quem manda, manda alguma coisa a alguém. (CERTO)
Resposta: D

36 - A expressão "além disso" é um termo de coesão e adiciona um argumento. Significa que, além do que já foi dito, existe um outro argumento que será citado.
Resposta: D

37 - Se reduzirmos um pouco a frase para uma melhor análise, teremos: "...qualquer compra exige o envio dos documentos a um contador". Aqui, temos 2 complementos: um direto e um indireto. Quem exige, exige alguma coisa a alguém.
Objeto direto: "o envio dos documentos" (ligado ao verbo sem preposição)
Objeto indireto: "a um contador" (ligado ao verbo com preposição)

Acontece que, do primeiro termo, só foi destacado "dos documentos", portanto não pode ser objeto direto. O segundo é objeto indireto porque é o próprio termo destacado. Assim, ficamos apenas entre as letras C e D. Não pode ser a letra D porque não podemos ter 2 objetos indiretos ligados ao mesmo verbo. O termo "dos documentos" é complemento nominal porque está ligado a um nome e é um termo integrante da oração. Envio de quê? O complemento é exigido pelo nome.
Resposta: C

38 - Aqui, a dúvida porderia ficar entre as 2 alternativas que têm LUGAR como sentido. Para resolvê-la, basta fazer a seguinte pergunta:
(A) "...rede...de São Paulo" (rede de quem? - POSSE)
(B) "Para ele, o ideal..." (Para quem? - REFERÊNCIA)
(C) "...reunião com os professores" (Reunião com quem? - COMPANHIA)
(D) "...o envio dos documentos a um contador" (envio a quem? - DESTINO)
(E) "mudanças aplicadas em Nova York" (mudanças aplicadas onde? - LUGAR)
Resposta: A

39 - A conjunção grifada dá a ideia de tempo simultâneo entre as ações realizadas nas duas orações. A gramática (DOMINGOS PASCHOAL CEGALLA) cita como conjunção temporal o termo "ao mesmo tempo que", mas no concurso não procure pelo em ovo. Você não sabe o que se passa na cabeça do examinador. Às vezes, você entra com o recurso, mas ele não te dá o ponto. Procure a alternativa coerente.
Resposta: D

40 - Como dito na questão anterior, existem questões que podem ser anuladas, mas não podemos arriscar um erro para uma possível anulação depois. Observem as alternativas:
(A) "...países decidiram deixar..." - Quem dicide, decide alguma coisa. O termo "deixar os diretores focados nas atividades pedagógicas" exerce função de objeto direto, mas como é uma oração, ela é uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA. Um método prático pra saber se a oração é SUBSTANTIVA é utilizar o pronome ISSO como substituto. Veja: "...países decidiram ISSO". É OBJETIVA DIRETA porque exerce função de objeto direto. É SUBORDINADA porque completa o sentido da primeira oração. Mas esta questão poderia ter sido anulada, com muito esforço e bondade do examinador, porque a análise do item está incompleta. Esta é uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA REDUZIDA DE INFINITIVO. Por que esse nome tão grande? Já expliquei até o OBJETIVA DIRETA. Esta oração é REDUZIDA DE INFINITIVO simplesmente porque não existe ligação de conjunção com a segunda oração, ela é feita diretamente com o verbo no infinitivo. Bonita análise, não? (CERTO)
(B) Existem dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e as explicativas. As explicativas vêm entre vírgulas e as restritivas, não. Observem estes exemplos:
* - Os homens que mentem têm um péssimo costume.
* - Os homens, que mentem, têm um péssimo costume.

Qual a diferença entre elas? Nas duas existem homens mentirosos, daí o nome ADJETIVA (Os homens mentirosos têm...). A diferença é que, na primeira, não são todos que mentem, por isso, RESTRITIVA. Na segunda, todos mentem, é uma explicação, por isso, EXPLICATIVA. Essa análise me deixou emocionado. kkkkk... (ERRADO)
(C) Como na alternativa (A), aqui temos também uma ORAÇÃO REDUZIDA. As conjunções finais são "para que", "a fim de que", "que", mas no item temos "...funcionários para cuidar...". Assim, temos uma ORAÇAO SUBORDINADA ADVERBIAL FINAL REDUZIDA DE INFINITIVO. (CERTO)
(D) Vamos fazer uma análise mais rápida, deixando que o concurseiro pensar um pouco. Vejam que, nesta frase, podemos fazer a substituição co o pronome citado na letra (A). "Reconheço ISSO". O sujeito, aqui, é oculto, EU. ISSO seria objeto direto, mas como é uma oração, fica ORAÇÃO SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA. Não é reduzida porque tem a presença da conjunção QUE. (CERTO)
(E) Sem muitas análises, "Ela sugere ISSO". Como ISSO remete a um objeto direto, "que as escolas tenham..." é ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA. (CERTO)

Como podemos ver, a tentativa de anulação dessa questão poderia ser feita com os argumentos das letras A e C. O argumento de não ter sido destacado o termo na letra D não é forte porque a alternativa correta não era ela e isso não danifica o entendimento da questão.
Resposta: B


2ª PARTE
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41 - A pergunta nessa questão é: como descobrir o sujeito do verbo? Fazendo a pergunta a ele. Queremos descobrir o sujeito da forma verbal "citaram". Então, fazemos a pergunta: quem citou? É necessário voltar ao texto e descobrir de quem se fala. Já que o texto da questão fala em percentuais, vejam, no primeiro parágrafo, que o Sinesp entrevistou 373 gestores. Destes, 53% se queixaram de alguma coisa. Já devemos ficar atentos e continuar lendo o texto até chegarmos onde a questão quer. No início do segundo parágrafo, o texto utiliza um sinônimo para gestores: dirigentes. Prosseguindo no texto, descobrimos quem citou. 9% dos dirigentes ou gestores citaram...

Resposta: C


42 - Observem que o trecho grifado está relacionado com o termo equivalentes, que é um nome. Assim, o trecho grifado é um complemento nominal porque o nome equivalentes exige um complemento. Uma das diferenças entre um complemento nominal e um adjunto adnominal é que o primeiro é um termo integrante da oração, o nome exige um complemento (Equivalentes a quê?) e o segundo é um termo acessório que denota qualidade, posse. Na maioria dos casos, quando o nome vem acompanhado de preposição diferente da preposição "de", o termo que vem depois é um complemento nominal.

Resposta: E


43 - Esta é uma questão sobre advérbios. Funciona fazer a pergunta ao tipo de advérbio para tentar encontrar o verdadeiro sentido dele.
(A) Neste item, muito é advérbio de intensidade. (Diminuiu com que intensidade? - CERTO)
(B) Neste item, especificamente é advérbio de modo. (Cuidar da parte de que modo? - CERTO)
(C) Neste item, posteriormente é advérbio de tempo. (Orçamentos e o envio quando, em que tempo? - CERTO)
(D) Neste item, ainda é advérbio de inclusão. (Há inclusive o quê? - ERRADO)
(E) Neste item, "na zona sul" é locução adverbial de lugar. (...escola de ensino fundamental onde, em que lugar? - CERTO)

Resposta: D


44 - Nas questões de verbo, não tem jeito, o aluno precisa estudar. Além do indicativo, temos os modos subjuntivo e imperativo. Temos também as seguintes formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.
(A) "...que as escolas tenham..." (Presente do subjuntivo)
Aqui, talvez um macete ajude. O presente do subjuntivo é conjugado, sempre, com o "que" na frente:
que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
O imperfeito do subjuntivo é conjugado, sempre, com o "se" na frente:
se eu tivesse, se tu tivesses, se ele tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivesseis, se eles tivessem.
O futuro do subjuntivo é conjugado, sempre, com o "quando" na frente:
quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
(B) "...países decidiram" (Pretérito perfeito do indicativo)
(C) "Ela sugere..." (Presente do indicativo)
(D) "...o ideal seria..." (Futuro do pretérito do indicativo)
(E) "...em que passaram..." (Pretérito perfeito do indicativo)

Resposta: A


45 - Proparoxítonas são aquelas palavras em que a sílaba forte é a antipenúltima. Veja Classificação das palavras quanto à acentuação tônica em http://www.portuguesnaveia.blogspot.com/. Existe uma regra de acentuação que diz que toda proparoxítona é acentuada. Exemplo: médico, próximo, péssimo, etc.
(A) Documentos, dirigentes, pesquisadora (palavras paroxítonas) (ERRADO)
(B) Públicas, pedagógico, física (palavras proparoxítonas) (CERTO)
(C) Adicionais (oxítona), levantamento (paroxítona), atividades (paroxítona) (ERRADO)
(D) Contador (oxítona), eliminados (paroxítona), escolas (paroxítonas) (ERRADO)
(E) Gestores, concentrassem, sistema (palavras paroxítonas) (ERRADO)

Resposta: B


46 - A sílaba é um fonema ou conjunto de fonemas emitidos num só impulso da voz. Veja as separações corretas e o item que está errado na questão.
(A) Ex - ces - so (CERTO)
(B) Pes - qui - sa - dor (CERTO)
(C) So - bre - po - si - ção (ERRADO)
(D) Cons - ta - ta - ção (CERTO)
(E) Con - tra - tar (CERTO)

Resposta: C


47 - Dígrafo é o grupo de duas letras representando um só fonema.
(A) Em PLANILHA temos PL = encontro consonantal e LH = dígrafo (ERRADO)
(B) Em GANHAM temos NH = dígrafo e AM = ditongo (O "AM" de ganham é ditongo poque o M tem som de U) (ERRADO)
(C) Em EXEMPLO temos EM = dígrafo e PL = encontro consonantal (ERRADO)
(D) Em EXCESSO temos XC = dígrafo e SS = dígrafo (CERTO)
(E) Em ENSINO temos EN = dígrafo (ERRADO)

Resposta: D


48 - Encontro consonantal é a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos numa palavra. Portanto, em TÁXI existe encontro consonantal porque pronuncia-se TÁCSI.
(A) Em PROFESSORES temos PR = encontro consonantal e SS = dígrafo. (ERRADO)
(B) Em PROBLEMA temos PR = encontro consonantal e BL = encontro consonantal. (CERTO)
(C) Em TRABALHO temos TR = encontro consonantal e LH = dígrafo. (ERRADO)
(D) Em QUALQUER temos LQ = encontro consonantal impróprio, ou seja, em sílabas separadas. (ERRADO)
(E) Em PROCESSOS temos PR = encontro consonantal e SS = dígrafo. (ERRADO)

Resposta: B


49 - Os encontros vocálicos se dividem em 3 grupos:
* DITONGO - É a combinação de uma vogal + uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba.
* TRITONGO - É o conjunto de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba.
* HIATO - É o encontro de duas vogais pronunciadas em dois impulsos distintos, formando sílabas diferentes.
ATENÇÃO!! Vogais, semivogais e consoantes são fonemas.
(A) Relatórios tem um ditongo (CERTO)
(B) Violência tem um hiato e um ditongo (ERRADO)
(C) Regionais tem um hiato e um ditongo (ERRADO)
(D) Reuniões tem dois ditongos (ERRADO)
(E) Funcionários tem dois ditongos (ERRADO)

Resposta: A


50 - Com relação às letras, todas as alternativas têm sete letras. Acho que ninguém tem dúvidas disso. A dúvida está nos fonemas. Fonema é a menor unidade sonora da fala. Vendo as alternativas, temos que ver quais letras são realmente pronunciadas. Colocarei entre colchetes [] cada unidade sonora para depois contarmos os fonemas.
(A) [A][M][O][S][T][R][A] (CERTO)
(B) [S][A][L][Á][R][I][O] (CERTO)
(C) [P][E][D][I][D][O][S] (CERTO)
(D) [S][I][S][T][E][M][A] (CERTO)
(E) [E][X][EM][P][L][O] (O "EM" tem som de E nasal. Não se pronuncia o M) (ERRADO)

Resposta: E


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

CESPE - SERPRO(2005)

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1. A linha 20 confirma este item como verdadeiro: "Há a leitura da trama, talvez a mais superficial" (C)

2. Não existe a conjunção "na medida em que". Esta expressão existe, mas onde o que é pronome relativo. A conjunção correta é "à medida que". (E)

3. No final do texto, podemos confirmar este item como verdadeiro: "Assim (fazendo leituras), aprendemos a ler,..., a viver, enfim." (C)

4. A passagem "A cada livro que lemos nos transformamos um pouco mais, e em algo melhor" confirma este item como verdadeiro. (C)

5. Cuidado!! Uma conclusão não se tira por trechos isolados (como o da linha 2/3) e, sim, por todo o texto. Se não existissem qualidades, não existiriam tipos de leitura, e o texto fala em trama, sentimentos, ideologias, ... (E)

6. No "se" da linha 12, temos: "A verdade do autor, por sus vez, torna-se uma nova verdade, ampliando-se...", ou seja, a verdade amplia a si mesma. Morfologicamente, o "se", aqui, é um pronome reflexivo e, sintaticamente, ele é objeto direto, quem amplia, amplia alguma coisa. No "se" inserido depois de "incorporando" temos: "...ampliando-se, recebendo e incorporando-se...", ou seja, a verdade também incorporando a si mesma. Este "se" também seria, morfologicamente, pronome reflexivo e, sintaticamente, objeto direto, mas acontece que o item é falso porque esta inserção causaria uma mudança no sentido do texto: o objeto direto deixaria de ser "uma nova interpretação" para ser o "se". (E)

7. Nesta frase, temos uma oração subordinada comparativa. Neste caso, podemos identificar a presença ou não da crase, trocando a palavra feminina (mobilidade) por uma masculina (sucesso, por exemplo): "O sucesso de um livro é tão extraordinário quanto o de um leitor". Não existe a presença da preposição "a" aqui. O que existe é conjunção + artigo. (E)

8. "Do autor" refere-se à leitura dos sentimentos: ...e há a leitura dos sentimentos do autor. (E)

9. Com o verbo no singular, a leitura possibilita; no plural, os sentimentos possibilitam. Existe aí um pronome relativo que no singular refere-se à leitura e no plural refere-se aos sentimentos. Portanto, a interpretação fica alterada. (C)

10. Com o "e", a cadência provoca e refina. Temos a presença, novamente, do pronome relativo (que) que se refere à cadência. Substituindo-se o "e" pela vírgula temos: a cadência provoca e o prazer estético refina. Existem aqui duas orações subordinadas adjetivas explicativas: uma explicando cadência; a outra, prazer estético. (C)



11. Esta forma de correspondência é a carta, faltando, depois do cargo, o endereço. Ela é uma Forma de correspondência com personalidade pública ou particular, utilizada para fazer solicitações, convites, externar agradecimentos ou transmitir informações. O aviso não existe em correspondências oficiais. (C)

12. A forma correta seria:

"A Sua Excelência o Senhor
Juliano Pereira
Ministro da Fazenda
" (E)

13. A concordância relativa às formas de tratamento utilizadas (Ex. V.Sa., V.Exa., etc.) é feita na 3a pessoa do singular. (C)

14. Com o objetivo de simplificar o fecho das correspondências oficiais deve-se utilizar somente dois tipos para todas as modalidades de comunicação oficial:

Respeitosamente - para o Presidente da República, Presidente do Congresso Nacional, Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Atenciosamente - para as demais autoridades. (E)

15. "Esta secretaria" refere-se à secretaria de onde se fala, no caso, a Secretaria de Controle Interno. (E)



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CESPE - TRT/DF (2005)

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1. É sempre importante observar o que a questão pede. O pronome este, entre outras funções, é utilizado em tempo presente. Esse é utilizado para um passado próximo e aquele para um tempo distante. Mas a questão pede coesão e correção gramatical que são atendidas perfeitamente por "nessa época" e "naquela época". Resposta: (C)

2. O termo com que concorda dotados é "tais funcionários de el-Rei" que é o sujeito de organizaram-se e constituíram. Como o núcleo do sujeito está no plural, os verbos devem concordar com ele. Resposta: (C)

3. Se for colocada uma vírgula depois de criminais, a oração seguinte (...que envolvessem sentenças de morte.) torna-se subordinada adjetiva explicativa. Sem a vírgula, a oração é subordinada adjetiva restritiva. Essas orações são determinadas pela presença do pronome relativo. Portanto, se colocarmos a vírgula, altera o sentido do período.

Vejam os exemplos abaixo e observem a diferença entre as orações subordinadas adjetivas:

a) Os jogadores do flamengo que são pernas-de-pau ganham um salário mínimo. (Adjetiva restritiva, ou seja, só os que são pernas-de-pau).

b) Os jogadores do flamengo, que são pernas-de-pau, ganham um salário mínimo. (adjetiva explicativa, ou seja, todos são pernas-de-pau).
Resposta: (E)

4. Em questões de concordância verbal, sempre procurem o sujeito do verbo. Este sempre tem que concordar com aquele. Assim, o sujeito de envolvessem é o pronome relativo (que) que se refere a causas criminais, que está na 3ª pessoa do plural (eles). Assim, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do plural para concordar com o sujeito. Resposta: (E)

5. Observem aqui que algumas das expressões apresentadas como possíveis substitutas têm a forma verbal no pretérito perfeito e ficam desconexas com a forma verbal seguinte "trazer". Esta forma teria que ir também para o passado perfeito (ex:...quando estabeleceu o governo geral e trouxe...). Basta isso para tornar o item errado. Atentem também para o trecho que diz "... sem outras modificações no texto,...". Resposta: (E)

6. Nos casos que envolvem os pronomes relativos, observem a regência do verbo posterior a ele. Neste caso, o verbo recorrer rege a preposição a (quem recorre, recorre a alguém). Invertendo a frase, vemos melhor a regência deste verbo: "podia-se recorrer ao Ouvidor-Geral..." Resposta: (C)

7. Só se emprega a vírgula antes da conjunção coordenativa e nos seguintes casos:

a) quando o e não tem valor aditivo:
Esforçou-se bastante, e não obteve sucesso. (coordenada adversativa)

b) quando as orações apresentam sujeitos diferentes:
"...um deitou-se na rede, e outro telefonava."

c) quando o e aparece repetido (polissíndeto):
"Ama, e treme, e delira, e voa, e foge, e engana."
Portanto, observem que os sujeitos desta questão são diferentes: ..., a função do ouvidor está..., e as experiências...têm... . Resposta: (C)

8. Bem, com o texto original, já vimos que "as experiências" é sujeito. Se colocarmos crase em "às experiências", aparece aí uma preposição que vai estar ligada a "está relacionada" (l.6-7). Nesta nova construção, "às experiências" passaria a ser objeto indireto: "... a função do ouvidor está relacionada às tarefas...e às experiências" (a função do ouvidor estaria relacionada a estas duas coisas). A vírgula também deixaria de existir pelo fato já explicado no item 7. Resposta: (E)

9. Nossas é pronome da 1ª pessoa do plural que inclui quem fala e outras pessoas que dependem do contexto. Observem no texto que o nossas se refere ao autor (que está se incluindo) e ao povo brasileiro (instituições democráticas do Brasil). Resposta: (C)

10. O lhe é pronome de 3ª pessoa e faz o papel de objeto indireto, nunca de objeto direto. Observem também a regência do verbo: "...garantindo os direitos ao cidadão" (verbo transitivo direto e indireto). O "ao cidadão" seria o objeto indireto e está substituído no texto pelo lhe (coesão textual): ...garantindo-lhe os direitos... . Portanto, o lhe refere-se a cidadão. Resposta: (C)



11. Desde que está no sentido de tempo. Outras conjunções de tempo: quando, enquanto, logo que, mal (=logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que.
ATENÇÃO: A conjunção desque que ainda pode ser causal (Desde que é impossível, não insistirei) e condicional (Comprarei o queadro, desde que não seja caro). Resposta (E)

12. O CESPE costuma cobrar significação de verbos em provas. Aqui, lograr está no sentido de frui, desfrutar. Poderíamos dizer na frase: A ciência não concebeu desfrutar forma mais significativa... Resposta: (E)

13. Esta questão fala do grau comparativo de superioridade do adjetivo. Neste caso, podemos dizer: "...forma mais significativa de expressão da vontade de um povo...do que a estabelecida..." ou "...forma mais significativa de expressão da vontade de um povo...que a estabelecida..." Resposta: (C)

14. Elipse é uma figura de linguagem que omite um termo ou oração facilmente subentendido no contexto. Ainda existe a figura de linguagem chamada zeugma que é uma forma de elipse onde se omite um termo expresso anteriormente. Na questão, podemos subentender facilmente a palavra forma: "...foma mais significativa...do que a (forma) estabelecida". Nesta questão, podemos ser mais precisos e dizer que esta figura de linguagem é a zeugma, pois o termo elíptico foi falado anteriormente. Resposta: (C)

15. Coesão pode ser entendida como a ligação entre as palavras de um texto. Quando se evita repetição de termos no texto, trocando-os por sinônimos que remetam a ele, estamos praticando uma boa coesão. Coesões malfeitas podem levar o texto a ficar incoerente.
Ex: O menino correu excessivamente, porém ficou cansado. (A conjunção adversativa porém remete o leitor a pensar em um sentido contrário, ou seja, correu muito, mas não se cansou. E não é isso que está na frase. Assim, por causa da má aplicação da conjunção (coesão), a frase ficou incoerente). Voltando ao texto, ele remete a Montesquieu, e não a povo. Resposta: (E)

16. Escrevendo-se a frase direta nesta questão, temos: O processo é uma engrenagem complexa.
Sujeito: O processo
Predicado: é uma engrenagem complexa
Entre os dois, no texto, estão termos intercalados onde vemos, entre eles, uma oração subordinada adjetiva explicativa (...,que é o instrumento... ao juiz,...). Resposta: (C)

17. O verbo erigir, no texto, significa criar e no exemplo dado nesta questão significa erguer a prumo, levantar. Infelizmente o candidato deve saber em que sentido está o verbo. Só nesta prova foram duas questões sobre significado de verbos. Resposta: (E)

18. A regência de situado é em na contração no (em+o). Ao primado é regido pela palavra acatamento. Resposta: (E)

19. Se invertermos a frase, verificamos a que palavra do qual se refere: "...não pode se afastar do conjunto de regras e valores...". Observe que qual aqui é um pronome relativo que aparece antecedido da preposição de (de+o) porque o verbo, afastar-se, posterior a ele, rege a preposição de (quem se afasta, afasta-se de...). Resposta: (C)

20. Em muitos casos, os elementos de coesão referem-se a um termo anterior e o candidato deve perceber que termo é esse relendo o trecho. Aqui, "a esse pretexto" refere-se ao aplicador não poder se afastar..., ou seja, a esse pretexto de não poder se afastar do conjunto... Resposta: (E)