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quarta-feira, 12 de maio de 2010

AOCP - PREF. CAMAÇARI - BA (NÍVEL SUPERIOR - 2010)

Antes de começar, baixe a prova aqui.

1ª PARTE

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31 - Essa questão foi de graça. No 4º parágrafo temos as atividades não pedagógicas elencadas. Basta ver nos itens, aquele que não aparece no texto.

Resposta: B


32 - O último e penúltimo parágrafos tornam os itens I, II e III verdadeiros. Observem que está se falando da mudanças aplicadas em Nova York, antipenúltimo parágrafo.

Resposta: E


33 - Nesta questão, é importante identificar a conjunção apresentada e a ideia que ela transmite. Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração. Nesta questão, temos a conjunção "(mais) que ou do que". Essa conjunção introduz oração que representa o segundo elemento de uma comparação.
Esta questão remete-nos a um outro assunto da nossa gramática que também pode responder a questão:
GRAU COMPARATIVO - Usa-se este grau para COMPARAR qualidades dos seres

* DE IGUALDADE
Sou tão alto como (ou quanto) você.

* DE SUPERIORIDADE
Analítico: Sou MAIS ALTO (do) que você.
Sintético: O Sol é MAIOR (do) que a terra.

* DE INFERIORIDADE
Analítico: Sou MENOS ALTO (do) que você.
Sintético: Sou MENOR (do) que você.
Resposta: A

34 - O português exige-nos uma atenção muito especial. Ás vezes, conhecemos o assunto, mas somos induzidos pelo examinador a marcar a opção errada. O papel do examinador, é fazer questões inteligentes que façam o candidato pensar e marcar a alternativa correta, mostrando o seu domínio do assunto.
(A) Colocando a frase numa ordem direta, detectamos o sujeito: "Ajustes são necessários..." (CERTO)
(B) Aposto explicativo é um termo que explica outro anterior. "Consultor do levantamento" está explicando o que Rudá Ricci é. (CERTO)
(C) Observem aqui uma frase na voz passiva analítica. A voz passiva analítica é formada pelo VERBO SER + PARTICÍPIO DO VERBO PRINCIPAL. Vejam estes exemplos de VOZ ATIVA e VOZ PASSIVA:
* - O corretor vende esta casa. (VOZ ATIVA)
Analisando...
O corretor - Sujeito
vende - Verbo na voz ativa
esta casa - Objeto direto
* - Esta casa é vendida pelo corretor. (VOZ PASSIVA)
Analisando...
Esta casa - Sujeito
é vendida - Verbo na voz passiva
pelo corretor - Agente da passiva (O agente da passiva é o sujeito da voz ativa)
Sendo assim, observem que "pela falta de funcionários nas escolas" é agente da passiva. (ERRADO)
(D) Verbos de ligação, como SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, etc, ligam o sujeito ao seu predicativo. (CERTO)
(E) O verbo conversar pede complemento preposicionado (preposição com). Nesta caso, este é um termo integrante da oração. Quem conversa, conversa com. Na frase, "com os professores" é objeto indireto porque liga o verbo ao seu complemento indiretamente por meio de uma preposição. (CERTO)
Resposta: C

35 - Outra questão que deve ser feita com bastante atenção.
(A) O verbo haver no sentido de existir é impessoal, sem sujeito, mas é transitivo direto. Há o quê? "Há desconfiança". Desconfiança é objeto direto porque é ligado ao verbo diretamente, sem auxílio de preposição. (CERTO)
(B) Como dito na alternativa D da questão anterior, verbos, como SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, etc, são verbos de ligação. Ligam o sujeito ao seu predicativo. (CERTO)
(C) o verbo exigir, na frase, é ligado ao seu complemento diretamente (verbo transitivo direto). Quem exige, exige alguma coisa. (CERTO)
(D) O verbo diminuir é intransitivo. Não exige complemento. Se colocarmos a frase na ordem direta, teremos: "A papelada diminuiu muito". Analisando...
A papelada = sujeito
Dminuiu = verbo intransitivo
muito = adjunto adverbial de intensidade (termo acessório) (ERRADO)
(E) O verbo mandar, no sentido de enviar, pede complemento de objeto direto e indireto. Portanto, é transitivo direto e indireto. Quem manda, manda alguma coisa a alguém. (CERTO)
Resposta: D

36 - A expressão "além disso" é um termo de coesão e adiciona um argumento. Significa que, além do que já foi dito, existe um outro argumento que será citado.
Resposta: D

37 - Se reduzirmos um pouco a frase para uma melhor análise, teremos: "...qualquer compra exige o envio dos documentos a um contador". Aqui, temos 2 complementos: um direto e um indireto. Quem exige, exige alguma coisa a alguém.
Objeto direto: "o envio dos documentos" (ligado ao verbo sem preposição)
Objeto indireto: "a um contador" (ligado ao verbo com preposição)

Acontece que, do primeiro termo, só foi destacado "dos documentos", portanto não pode ser objeto direto. O segundo é objeto indireto porque é o próprio termo destacado. Assim, ficamos apenas entre as letras C e D. Não pode ser a letra D porque não podemos ter 2 objetos indiretos ligados ao mesmo verbo. O termo "dos documentos" é complemento nominal porque está ligado a um nome e é um termo integrante da oração. Envio de quê? O complemento é exigido pelo nome.
Resposta: C

38 - Aqui, a dúvida porderia ficar entre as 2 alternativas que têm LUGAR como sentido. Para resolvê-la, basta fazer a seguinte pergunta:
(A) "...rede...de São Paulo" (rede de quem? - POSSE)
(B) "Para ele, o ideal..." (Para quem? - REFERÊNCIA)
(C) "...reunião com os professores" (Reunião com quem? - COMPANHIA)
(D) "...o envio dos documentos a um contador" (envio a quem? - DESTINO)
(E) "mudanças aplicadas em Nova York" (mudanças aplicadas onde? - LUGAR)
Resposta: A

39 - A conjunção grifada dá a ideia de tempo simultâneo entre as ações realizadas nas duas orações. A gramática (DOMINGOS PASCHOAL CEGALLA) cita como conjunção temporal o termo "ao mesmo tempo que", mas no concurso não procure pelo em ovo. Você não sabe o que se passa na cabeça do examinador. Às vezes, você entra com o recurso, mas ele não te dá o ponto. Procure a alternativa coerente.
Resposta: D

40 - Como dito na questão anterior, existem questões que podem ser anuladas, mas não podemos arriscar um erro para uma possível anulação depois. Observem as alternativas:
(A) "...países decidiram deixar..." - Quem dicide, decide alguma coisa. O termo "deixar os diretores focados nas atividades pedagógicas" exerce função de objeto direto, mas como é uma oração, ela é uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA. Um método prático pra saber se a oração é SUBSTANTIVA é utilizar o pronome ISSO como substituto. Veja: "...países decidiram ISSO". É OBJETIVA DIRETA porque exerce função de objeto direto. É SUBORDINADA porque completa o sentido da primeira oração. Mas esta questão poderia ter sido anulada, com muito esforço e bondade do examinador, porque a análise do item está incompleta. Esta é uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA REDUZIDA DE INFINITIVO. Por que esse nome tão grande? Já expliquei até o OBJETIVA DIRETA. Esta oração é REDUZIDA DE INFINITIVO simplesmente porque não existe ligação de conjunção com a segunda oração, ela é feita diretamente com o verbo no infinitivo. Bonita análise, não? (CERTO)
(B) Existem dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e as explicativas. As explicativas vêm entre vírgulas e as restritivas, não. Observem estes exemplos:
* - Os homens que mentem têm um péssimo costume.
* - Os homens, que mentem, têm um péssimo costume.

Qual a diferença entre elas? Nas duas existem homens mentirosos, daí o nome ADJETIVA (Os homens mentirosos têm...). A diferença é que, na primeira, não são todos que mentem, por isso, RESTRITIVA. Na segunda, todos mentem, é uma explicação, por isso, EXPLICATIVA. Essa análise me deixou emocionado. kkkkk... (ERRADO)
(C) Como na alternativa (A), aqui temos também uma ORAÇÃO REDUZIDA. As conjunções finais são "para que", "a fim de que", "que", mas no item temos "...funcionários para cuidar...". Assim, temos uma ORAÇAO SUBORDINADA ADVERBIAL FINAL REDUZIDA DE INFINITIVO. (CERTO)
(D) Vamos fazer uma análise mais rápida, deixando que o concurseiro pensar um pouco. Vejam que, nesta frase, podemos fazer a substituição co o pronome citado na letra (A). "Reconheço ISSO". O sujeito, aqui, é oculto, EU. ISSO seria objeto direto, mas como é uma oração, fica ORAÇÃO SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA. Não é reduzida porque tem a presença da conjunção QUE. (CERTO)
(E) Sem muitas análises, "Ela sugere ISSO". Como ISSO remete a um objeto direto, "que as escolas tenham..." é ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA. (CERTO)

Como podemos ver, a tentativa de anulação dessa questão poderia ser feita com os argumentos das letras A e C. O argumento de não ter sido destacado o termo na letra D não é forte porque a alternativa correta não era ela e isso não danifica o entendimento da questão.
Resposta: B


2ª PARTE
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41 - A pergunta nessa questão é: como descobrir o sujeito do verbo? Fazendo a pergunta a ele. Queremos descobrir o sujeito da forma verbal "citaram". Então, fazemos a pergunta: quem citou? É necessário voltar ao texto e descobrir de quem se fala. Já que o texto da questão fala em percentuais, vejam, no primeiro parágrafo, que o Sinesp entrevistou 373 gestores. Destes, 53% se queixaram de alguma coisa. Já devemos ficar atentos e continuar lendo o texto até chegarmos onde a questão quer. No início do segundo parágrafo, o texto utiliza um sinônimo para gestores: dirigentes. Prosseguindo no texto, descobrimos quem citou. 9% dos dirigentes ou gestores citaram...

Resposta: C


42 - Observem que o trecho grifado está relacionado com o termo equivalentes, que é um nome. Assim, o trecho grifado é um complemento nominal porque o nome equivalentes exige um complemento. Uma das diferenças entre um complemento nominal e um adjunto adnominal é que o primeiro é um termo integrante da oração, o nome exige um complemento (Equivalentes a quê?) e o segundo é um termo acessório que denota qualidade, posse. Na maioria dos casos, quando o nome vem acompanhado de preposição diferente da preposição "de", o termo que vem depois é um complemento nominal.

Resposta: E


43 - Esta é uma questão sobre advérbios. Funciona fazer a pergunta ao tipo de advérbio para tentar encontrar o verdadeiro sentido dele.
(A) Neste item, muito é advérbio de intensidade. (Diminuiu com que intensidade? - CERTO)
(B) Neste item, especificamente é advérbio de modo. (Cuidar da parte de que modo? - CERTO)
(C) Neste item, posteriormente é advérbio de tempo. (Orçamentos e o envio quando, em que tempo? - CERTO)
(D) Neste item, ainda é advérbio de inclusão. (Há inclusive o quê? - ERRADO)
(E) Neste item, "na zona sul" é locução adverbial de lugar. (...escola de ensino fundamental onde, em que lugar? - CERTO)

Resposta: D


44 - Nas questões de verbo, não tem jeito, o aluno precisa estudar. Além do indicativo, temos os modos subjuntivo e imperativo. Temos também as seguintes formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.
(A) "...que as escolas tenham..." (Presente do subjuntivo)
Aqui, talvez um macete ajude. O presente do subjuntivo é conjugado, sempre, com o "que" na frente:
que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
O imperfeito do subjuntivo é conjugado, sempre, com o "se" na frente:
se eu tivesse, se tu tivesses, se ele tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivesseis, se eles tivessem.
O futuro do subjuntivo é conjugado, sempre, com o "quando" na frente:
quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
(B) "...países decidiram" (Pretérito perfeito do indicativo)
(C) "Ela sugere..." (Presente do indicativo)
(D) "...o ideal seria..." (Futuro do pretérito do indicativo)
(E) "...em que passaram..." (Pretérito perfeito do indicativo)

Resposta: A


45 - Proparoxítonas são aquelas palavras em que a sílaba forte é a antipenúltima. Veja Classificação das palavras quanto à acentuação tônica em http://www.portuguesnaveia.blogspot.com/. Existe uma regra de acentuação que diz que toda proparoxítona é acentuada. Exemplo: médico, próximo, péssimo, etc.
(A) Documentos, dirigentes, pesquisadora (palavras paroxítonas) (ERRADO)
(B) Públicas, pedagógico, física (palavras proparoxítonas) (CERTO)
(C) Adicionais (oxítona), levantamento (paroxítona), atividades (paroxítona) (ERRADO)
(D) Contador (oxítona), eliminados (paroxítona), escolas (paroxítonas) (ERRADO)
(E) Gestores, concentrassem, sistema (palavras paroxítonas) (ERRADO)

Resposta: B


46 - A sílaba é um fonema ou conjunto de fonemas emitidos num só impulso da voz. Veja as separações corretas e o item que está errado na questão.
(A) Ex - ces - so (CERTO)
(B) Pes - qui - sa - dor (CERTO)
(C) So - bre - po - si - ção (ERRADO)
(D) Cons - ta - ta - ção (CERTO)
(E) Con - tra - tar (CERTO)

Resposta: C


47 - Dígrafo é o grupo de duas letras representando um só fonema.
(A) Em PLANILHA temos PL = encontro consonantal e LH = dígrafo (ERRADO)
(B) Em GANHAM temos NH = dígrafo e AM = ditongo (O "AM" de ganham é ditongo poque o M tem som de U) (ERRADO)
(C) Em EXEMPLO temos EM = dígrafo e PL = encontro consonantal (ERRADO)
(D) Em EXCESSO temos XC = dígrafo e SS = dígrafo (CERTO)
(E) Em ENSINO temos EN = dígrafo (ERRADO)

Resposta: D


48 - Encontro consonantal é a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos numa palavra. Portanto, em TÁXI existe encontro consonantal porque pronuncia-seCSI.
(A) Em PROFESSORES temos PR = encontro consonantal e SS = dígrafo. (ERRADO)
(B) Em PROBLEMA temos PR = encontro consonantal e BL = encontro consonantal. (CERTO)
(C) Em TRABALHO temos TR = encontro consonantal e LH = dígrafo. (ERRADO)
(D) Em QUALQUER temos LQ = encontro consonantal impróprio, ou seja, em sílabas separadas. (ERRADO)
(E) Em PROCESSOS temos PR = encontro consonantal e SS = dígrafo. (ERRADO)

Resposta: B


49 - Os encontros vocálicos se dividem em 3 grupos:
* DITONGO - É a combinação de uma vogal + uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba.
* TRITONGO - É o conjunto de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba.
* HIATO - É o encontro de duas vogais pronunciadas em dois impulsos distintos, formando sílabas diferentes.
ATENÇÃO!! Vogais, semivogais e consoantes são fonemas.
(A) Relatórios tem um ditongo (CERTO)
(B) Violência tem um hiato e um ditongo (ERRADO)
(C) Regionais tem um hiato e um ditongo (ERRADO)
(D) Reuniões tem dois ditongos (ERRADO)
(E) Funcionários tem dois ditongos (ERRADO)

Resposta: A


50 - Com relação às letras, todas as alternativas têm sete letras. Acho que ninguém tem dúvidas disso. A dúvida está nos fonemas. Fonema é a menor unidade sonora da fala. Vendo as alternativas, temos que ver quais letras são realmente pronunciadas. Colocarei entre colchetes [] cada unidade sonora para depois contarmos os fonemas.
(A) [A][M][O][S][T][R][A] (CERTO)
(B) [S][A][L][Á][R][I][O] (CERTO)
(C) [P][E][D][I][D][O][S] (CERTO)
(D) [S][I][S][T][E][M][A] (CERTO)
(E) [E][X][EM][P][L][O] (O "EM" tem som de E nasal. Não se pronuncia o M) (ERRADO)

Resposta: E


quarta-feira, 25 de março de 2009

AOCP - DESENBAHIA (2009)

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26 - A resposta desta questão está no trecho que diz: "Tarso, metralharam seus críticos, teria se precipitado e tomado sua decisão com base em simpatias ideológicas." (Início do texto)

Resposta: D


27 - O pronome relativo é aquele que pode ser substituído por "O QUAL" e flexões e inicia oração subordinada adjetiva. Aparece relacionado a um substantivo e, em muitas vezes, mas não é regra, vem logo após a ele. Veja:

a) "integrante...que..."

b) "...assassino que..."

c) "...injustiça que..."

d) "...inoportunidade que..."

e) O elemento destacado não é pronome relativo. É conjunção subordinada substantiva que pode ser substituída pelo pronome "isso", como um método prático para identificação dela: "...contribuiu para que se concluísse ISSO".

Resposta: E




28 - O sujeito de metralharam é "seus críticos". Invertendo a ordem da frase, o sujeito fica mais evidente: "...seus críticos metralharam". Podemos entender que os críticos de Tarso Genro metralharam-no.

Resposta: D


29 - Para responder a esta questão, precisamos saber o que é um aposto. Aposto, segundo Celso Cunha (Nova gramática do português contemporâneo) é o termo de caráter nominal que se junta a um substantivo, a um pronome, ou a um equivalente destes, a título de explicação ou de apreciação. Geralmente (não é regra) há pausa entre o termo e o aposto marcada pela vírgula. O aposto pode ser resumidor, explicativo, especificativo, enumerativo ou recapitulativo. Observe nas alternativas que a única que não resume, nem explica, nem específica termo anterior é a letra C. Vamos analisar as outras alternativas:

a) Nesta letra, está se especificando quem é o titular da justiça: TARSO GENRO.

b) A mesma situação da letra anterior, onde o aposto diz quem é o grupo extremista de esquerda.

d) Aqui, o aposto é uma enumeração. Quem são os insuspeitos? O comitê e a procuradoria.

e) Na letra E, o aposto está especificando quem é o italiano: CESARE BATTISTI.

Resposta: C


30 - Nesta questão, temos que atentar para a regência dos verbos. O verbo executar é transitivo direto e se liga ao seu complemento sem auxílio de uma preposição. Desta forma, da-se a este complemento o nome de OBJETO DIRETO pela ligação direta entre o verbo e seu complemento. Já o verbo discordar é transitivo indireto e se liga ao seu complemento com o auxílio da preposição "de", por isso este complemento é chamado de OBJETO INDIRETO, pois é ligado indiretamente ao verbo.

Resposta: A


31. Esta é uma questão de vocabulário. Precisamos saber que a única alternativa que não se encaixa como sinônimo de inoportunidade é a letra A: INAPTIDÃO.

Resposta: A


32 - Na letra A, "quando" é conjunção temporal que dá a ideia de tempo: "as mortes aconteceram na época que ele encabeçava...". Na letra B, o "se" é conjunção condicional. Veja que existe uma condição para ele se deixar levar. Na letra C e D, existem conjunções adversaticas que dão ideia de oposição na oração. A única alternativa incorreta é a letra E porque "uma vez que", na frase, dá a ideia de causa.

Resposta: E


33 - Aqui, nós discordamos do gabarito preliminar porque na função emotiva da linguagem prevalece a primeira pessoa e o texto é todo em terceira pessoa. Este é um texto em que prevalece a linguagem referencial. Observem a diferença entre os dois:


Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais.


Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.

Ainda existem as funções conativa ou apelativa, metalinguística, fática e poética.

Resposta em discordância com o gabarito preliminar: A


34 - I) Surgirem = Futuro do subjuntivo

II) Concluísse = Imperfeito do subjuntivo

III) Estiver = Futuro do subjuntivo

Resposta: B


35 - A única alternativa errada é a letra C onde "Em outubro" não é adjunto adverbial de lugar, e sim, adjunto adverbial de tempo.

Resposta: C


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

CESPE - TRT/BA (TEC. JUD. 2008)

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1. O verbo tecermos (1ª pessoa do plural) está no sentido de escrever e refere-se ao autor e seus colegas que escrevem no espaço citado do Jornal do Commercio. (E)

2. O verbo decidem concorda com "atitudes...e entidades". (E)

3. O verbo recuperar é transitivo direto e pede objeto direto, aquele que é ligado ao verbo sem o auxílio de preposição, ou seja, diretamente. (C)

4. As orações subordinadas adjetivas explicativas são iniciadas por pronome relativo e devem vir entre vírgulas. (C)

5. O "lhes" é um pronome que substitui um nome citado anteriormente, no caso, "pessoas". (E)

6. Realmente, o que é dito na linha 16 é um argumento que reforça as linhas iniciais do texto. (C)

7. A relação que há no texto é: no universo dos 6% dos menores que trabalham, 20 mil não estudam. Não existe relação que confirme o fato citado na questão. (E)

8. Inferir significa deduzir e não precisa estar explícito no texto, portanto se o grupo que só estuda está aumentando, o que estuda e trabalha está diminuindo por dedução. (C)

9. As orações subordinadas adjetivas restritivas são iniciadas por pronome relativo e não podem vir entre vírgulas. (C)

10. Com a colocação da conjunção embora, o verbo TER teria que passar do presente do indicativo (tem) para o presente do subjuntivo (tenha). (E)

11. Podemos encontrar a resposta desta questão entre as linhas 3 e 5: "...os menores de 15 anos...são responsáveis por uma parcela que vai de um terço a 100% da renda familiar." (C)

12. Uma família pobre recebe, no máximo, R$ 112,00 (linha 13). As crianças que trabalham ganham, em média, R$ 226,00 e as que trabalham e estudam conseguem uma renda de até 151,00 (linhas 7 a 9). Portanto, seria o contrário do que o item fala. (E)

13. A palavra semelhante rege a preposição a: quem é semelhante, é semelhante a alguém. Elipse é uma figura de linguagem que omite um termo que facilmente podemos subentender. No caso, foi omitida a palavra escola depois da crase: "...semelhante à (a + a) escola de crianças..." (a, prep. + a, art. = à). Veja elipse também em http://portuguesnapratica.blogspot.com/2008/09/cespe-abin-2004.html. (C)

14. Não existe narração no texto. O que existe é uma dissertação, pois apresenta-se uma opinião sobre algo, no caso, trabalho infantil. (E)

15. Na dissertação subjetiva, o autor se deixa envolver expressando suas idéias. O verbo fica normalmente na primeira pessoa. Na objetiva, o autor defende idéias de outros. O verbo fica na terceira pessoa. Assim, além de não existirem quase pronomes pessoais no texto, a dissertação é objetiva porque o autor defende idéias de outros e os verbos estão em terceira pessoa: são, estudam, trabalham, participam, ganham, conseguem,... (E)



16. Tais expressões não caracterizam correspondências oficiais. Outras são as características, como o fechamento das comunicações com "Respeitosamente" ou "Atenciosamente". (E)

17. O adjunto adverbial quando deslocado deve vir entre vírgulas. Normalmente ele ocupa o final da oração. Se deslocarmos o trecho citado, que é um adjunto adverbial, para depois da preposição "para", ele deverá ficar entre vírgulas sem prejuízo para correção gramatical e o sentido do texto. (C)

18. Um conselho para os candidatos: se não souberem o significado da palavra mote é melhor deixar a questão em branco do que correr o risco de errar e anular uma questão acertada. Mote significa tema. (C)

19. Locução adverbial (adjunto) em início de texto deve vir com vírgula. A ordem direta é: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial. (C)

20. Os travessões podem ser substuídos por vírgulas sem nenhum problema. Vejam mais detalhes em pontuação. (E)

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

FCC - TRT/PR (TEC.JUD.2004)

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1. O texto fala sobre segurança pública e a idéia central está descrita no início do terceiro parágrafo. (D)

2. A resolução desta questão está em interpretar corretamente o elemento de coesão "Assim". Ele faz referência a parte do texto que diz: "Mas há ponderáveis correntes que afirmam que as Forças Armadas não podem fazê-lo (substituir a polícia), admitindo apenas que, em circunstâncias excepcionais, os militares façam policiamento ostensivo e preventivo." Isso pode ser visto na letra (B).

3. Aqui, "brecha" está no sentido de hipótese. Podemos dizer também que a resposta desta questão é uma paráfrase do texto original. (A)

4. A causa dos militares serem convocados pelo STE foi a falta de outra força organizada nacionalmente. (C)



5. A forma pronominal descrita aqui e já colocada na questão 2 refere-se a "...substituir a polícia". (E)

6. Aqui, o estudante poderia ficar entre as letras A e B visto que são itens possíveis para o emprego das aspas, mas seria uma infelicidade do constituinte utilizar de ironia num texto constitucional. Veja o uso das aspas em pontuação. (B)

7. Bem, primeiro precisamos saber que o complemento exigido pelo verbo grifado é o objeto direto. Assim, precisamos achá-lo entre as alternativas. Observem nas letras A, B e D a existência de verbos de ligação que pedem predicativo. Na letra C, temos uma voz passiva sintética que mostra seu sujeito quando transformada em analítica: "O papel das Forças Armadas é discutido". Portanto, nesta letra teríamos um sujeito. O certo está na letra E, pois quem permite, permite alguma coisa (objeto direto). (E)

8. Iminente significa prestes a acontecer, próximo e eminente significa ilustre, notável, célebre, elevado. (C)

9. (B) é falsa: "...a violência...aumentou". (C) é falsa: "As altas taxas...já começaram...". (D) é falsa: "O aumento...pode". (E) é falsa: "...está havendo resultados...programas que se destinam" - verbo haver em locução verbal no sentido de existir deixa o auxiliar na 3ª do singular. Resposta: (A)

10. O certo é privilegiem. (D)