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sexta-feira, 24 de maio de 2013

CESPE - TEC. SUPERIOR DETRAN/ES (2010)

Antes de começar, baixe a prova aqui.

ATENÇÃO: Deve-se ter muita atenção para resolver uma prova da CESPE. Muitas vezes, somos induzidos pelo examinador a errar o item. Cuidado!

1 - Primeiramente, é importante sabermos o significado de dois verbos: impelir (no sentido de estimular) e depreender (no sentido de obter entendimento, perceber claramente, compreender). Alguns passos do texto podem ser utilizados para confirmarmos a afirmação deste item: 

Essa noção do verbo agir estende-se, consequentemente, para a ideia de que existir como ser humano é o primeiro passo para se iniciar algo. (l.4-6)

A ação e o discurso são os modos pelos quais os seres humanos se manifestam uns aos outros, não como meros objetos físicos, mas como pessoas. (l.7-9)

Muito embora cada um de nós seja movido pelo próprio existir, dependemos também de relações com pessoas que, ao longo da vida, tornam-se coautoras dos nossos feitos. (l.16-18)
Resposta: C

2 - A expressão ‘Essa manifestação’ (l.9) refere-se a '...humanos se manifestam...' (l.8).
Resposta: E

3 - A correção gramatical é mantida, mas as relações argumentativas, não. No texto original, não se entende que o corpo só precisa de água e comida.
Resposta: E

4 - Trata-se de uma regência verbal. O verbo dar é transitivo direto e indireto e rege a preposição a ("...dar sentido a ..."). Quem dá, dá alguma coisa a alguém. Portanto, a regência é do verbo dar, não do substantivo sentido. Além da regência do verbo, o substantivo vida é feminino e aceita o artigo a (a+a=à). Veja mais sobre regência e crase no blog Português na Veia
Resposta: E

5 - O pronome átono em questão refere-se ao pronome relativo "que" porque ele inicia oração subordinada adjetiva restritiva e, por sua vez, refere-se à palavra "pessoas" da oração principal.
Resposta: C



6 - A primeira vírgula, citada no item, inicia a separação de oração subordinada adjetiva explicativa. A segunda separa termos de mesma função sintática (...rever valores
pessoais, estabelecer novas relações e fechar ciclos...). Estas orações devem ter vírgulas obrigatórias, mas a vírgula do final da oração está depois de "fechar ciclos,". Veja mais sobre classificação das orações  e pontuação no blog Português na Veia
Resposta: E

7 - Percebe-se, na retirada do trecho, a manutenção da correção gramatical sem prejuízo das relações semânticas. Analisando o trecho abaixo, temos:

O Estado, o setor privado, os indivíduos, os processos migratórios, o valor da terra urbana e a dinâmica da economia são fatores que interagem ...

O Estado, o setor privado, os indivíduos, os processos migratórios, o valor da terra urbana e a dinâmica da economia = Sujeito.
são fatores Predicado nominal
fatores = Predicativo do sujeito
que interagem... = Início de oração subordinada adjetiva restritiva

O "que" refere-se a fatores que nos remetem ao sujeito. Quando o trecho “são fatores que” é retirado, o verbo interagir deve concordar com o sujeito composto informado anteriormente aqui.
Resposta: C

8 - O modo subjuntivo dá a ideia de possibilidade, hipótese, dúvida.
Resposta: C

9 - No texto, "...de forma a reduzir as necessidades..."  dá a ideia de que as necessidades serão reduzidas. Se trocarmos por "... reduzindo as necessidades...", temos a ideia de que as necessidades são reduzidas ao mesmo tempo que promovem o reordenamento dos espaços. Sendo assim, a substituição traz prejuízo para o sentido do texto.
Resposta: E

10 - O índice de indeterminação do sujeito só é possível em verbos transitivos indiretos e intransitivos. Os verbos preservar, defender e promover são transitivos diretos e o se, neste caso, é particula apassivadora. O texto deveria ter sido escrito assim: 

...tempos sociais em que se preservem, defendam e promovam a qualidade do ambiente natural e os patrimônios históricos, culturais e artísticos das cidades e dos bairros antigos.

Isto porque se trouxermos a frase para a voz passiva analítica, detectaremos o sujeito composto da frase.

A qualidade do ambiente natural e os patrimônios históricos, culturais e artísticos das cidades e dos bairros antigos são preservados, defendidos e promovidos em tempos sociais.
Resposta: E
Gabarito oficial: C


quarta-feira, 25 de março de 2009

AOCP - DESENBAHIA (2009)

Clique nas imagens para ampliá-las.


26 - A resposta desta questão está no trecho que diz: "Tarso, metralharam seus críticos, teria se precipitado e tomado sua decisão com base em simpatias ideológicas." (Início do texto)

Resposta: D


27 - O pronome relativo é aquele que pode ser substituído por "O QUAL" e flexões e inicia oração subordinada adjetiva. Aparece relacionado a um substantivo e, em muitas vezes, mas não é regra, vem logo após a ele. Veja:

a) "integrante...que..."

b) "...assassino que..."

c) "...injustiça que..."

d) "...inoportunidade que..."

e) O elemento destacado não é pronome relativo. É conjunção subordinada substantiva que pode ser substituída pelo pronome "isso", como um método prático para identificação dela: "...contribuiu para que se concluísse ISSO".

Resposta: E




28 - O sujeito de metralharam é "seus críticos". Invertendo a ordem da frase, o sujeito fica mais evidente: "...seus críticos metralharam". Podemos entender que os críticos de Tarso Genro metralharam-no.

Resposta: D


29 - Para responder a esta questão, precisamos saber o que é um aposto. Aposto, segundo Celso Cunha (Nova gramática do português contemporâneo) é o termo de caráter nominal que se junta a um substantivo, a um pronome, ou a um equivalente destes, a título de explicação ou de apreciação. Geralmente (não é regra) há pausa entre o termo e o aposto marcada pela vírgula. O aposto pode ser resumidor, explicativo, especificativo, enumerativo ou recapitulativo. Observe nas alternativas que a única que não resume, nem explica, nem específica termo anterior é a letra C. Vamos analisar as outras alternativas:

a) Nesta letra, está se especificando quem é o titular da justiça: TARSO GENRO.

b) A mesma situação da letra anterior, onde o aposto diz quem é o grupo extremista de esquerda.

d) Aqui, o aposto é uma enumeração. Quem são os insuspeitos? O comitê e a procuradoria.

e) Na letra E, o aposto está especificando quem é o italiano: CESARE BATTISTI.

Resposta: C


30 - Nesta questão, temos que atentar para a regência dos verbos. O verbo executar é transitivo direto e se liga ao seu complemento sem auxílio de uma preposição. Desta forma, da-se a este complemento o nome de OBJETO DIRETO pela ligação direta entre o verbo e seu complemento. Já o verbo discordar é transitivo indireto e se liga ao seu complemento com o auxílio da preposição "de", por isso este complemento é chamado de OBJETO INDIRETO, pois é ligado indiretamente ao verbo.

Resposta: A


31. Esta é uma questão de vocabulário. Precisamos saber que a única alternativa que não se encaixa como sinônimo de inoportunidade é a letra A: INAPTIDÃO.

Resposta: A


32 - Na letra A, "quando" é conjunção temporal que dá a ideia de tempo: "as mortes aconteceram na época que ele encabeçava...". Na letra B, o "se" é conjunção condicional. Veja que existe uma condição para ele se deixar levar. Na letra C e D, existem conjunções adversaticas que dão ideia de oposição na oração. A única alternativa incorreta é a letra E porque "uma vez que", na frase, dá a ideia de causa.

Resposta: E


33 - Aqui, nós discordamos do gabarito preliminar porque na função emotiva da linguagem prevalece a primeira pessoa e o texto é todo em terceira pessoa. Este é um texto em que prevalece a linguagem referencial. Observem a diferença entre os dois:


Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais.


Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.

Ainda existem as funções conativa ou apelativa, metalinguística, fática e poética.

Resposta em discordância com o gabarito preliminar: A


34 - I) Surgirem = Futuro do subjuntivo

II) Concluísse = Imperfeito do subjuntivo

III) Estiver = Futuro do subjuntivo

Resposta: B


35 - A única alternativa errada é a letra C onde "Em outubro" não é adjunto adverbial de lugar, e sim, adjunto adverbial de tempo.

Resposta: C


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CESPE - POLÍCIA FEDERAL (2004)

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1. Em "Não se pode negar que o advento...", o sujeito é "que o advento...criou...", pois esta é uma oração subordinada substantiva subjetiva, ou seja, faz papel de sujeito (não se pode negar ISSO). E o "se" é partícula apassivadora (com verbo transitivo direto). Para ser índice de indeterminação do sujeito, o verbo deve ser intransitivo ou transitivo indireto (ex: Vive-se bem aqui). Observe que podemos escrever esta frase na voz passiva analítica: ISSO não pode ser negado. Apenas esta explicação já deixa o item errado, mas o "se" da linha 16 também não é índice de indeterminação do sujeito, e sim, pronome reflexivo. Nesta linha temos uma voz reflexiva em que o sujeito (a ilusão) é agente e paciente, ou seja, faz e sofre a ação imposta pelo verbo. Neste caso, temos uma locução verbal (começou a desfazer-se). (E)

2. O advento realmente significa vinda, chegada, mas no singular. Neste item, é sugerida a troca pelo termo no plural, o que deixa de concordar com o verbo "criou". Desta forma, não se preserva a correção gramatical. Para tanto, o verbo deveria ficar no plural: "...as chegadas dos regimes...criaram...". (E)

3. Vizinhos, neste caso, significa os países sul-americanos vizinhos do Brasil, já que fala-se da América do Sul. (C)

4. Vejam os elementos de coesão (primeiro e segundo) nos parágrafos seguintes e a retomada do termo ilusão (citada no início do texto) no último parágrafo para o fechamento do texto. (C)

5. A preposição é exigida pelo verbo florescer: "...a desigualdade floresceu em países...". (E)

ATENÇÃO: É comum as instituições que elaboram os concursos públicos inverterem a ordem das frases para tentar confundir o candidato. Fique atento!!

6. Este pronome átono refere-se a países. Se colocarmos a frase na ordem direta, veremos melhor esta referência: "a desigualdade floresceu em países que...,aproximando-os (esses países) de Brasil..." (C)

7. "Ao invés de" significa "ao contrário de" e mostra que "aumentar a riqueza" não acontece. "Apesar de" dá uma idéia adversa onde as duas coisas acontecem: "aumentar a riqueza..." e "induziu enormes...". (E)

8. O termo entre travessões na linha 2 justifica o que é dito neste item: "...nações ricas e seus prepostos...". Preposto quer dizer posto antes e pode ser interpretado aqui por nações em desenvolvimento ou emergentes. (C)

9. A forma composta (pretérito perfeito composto) "tem produzido" exprime geralmente a repetição de um ato ou a sua continuidade até o momento em que falamos. O verbo "Vir" seguido de gerundio (vem produzindo) expressa uma ação durativa que se desenvolve gradualmente em direção à epoca ou ao lugar em que nos encontramos. (E)

10. Sem muitas explicações neste item. As maneiras mostradas realmente marcam oposição. (C)

11. O ponto-e-vírgula deve ser utilizado na separação de orações coordenadas de certa extensão, em enumerações, em considerandos de decretos e itens de artigos. Caberia aqui um ponto-final, fechando o período. (E)

12. Neste caso, para separar frases explicativas, os travessões tanto podem ser substituídos por parênteses como por vígulas. (C)

13. O sinal de dois-pontos pode ser usado antes de uma enumeração que é o caso deste item. Aqui, enumeração de elementos caracterizadores de mercado. O mercado é livre..., o mercado é pleno... (C)

14. Reduzir em 20 bilhões significa retirar 20 bilhões da quantia total. Reduzir a 20 bilhões significa que a quantia total fica 20 bilhões. (E)



15. A oração subordinada condicional da linha 4 ("...se levarmos em conta que o Havaí é um território extracontinental") torna este item verdadeiro, ou seja, a condição para os Estados Unidos não terem sido alvo de ataques é o Havaí não fazer parte dele. Podemos concluir, então, que o Havaí já foi alvo de ataques. (C)

16. Diz o texto na linha 8: "Ela é adjetiva...está acontecendo: há um longo conflito e não uma longa guerra." Em momento algum subentende-se aqui um curto conflito. (E)

Leiam o mandamento 8.

17. O verbo "ficou" tem sujeito oracional (oração subordinada substantiva subjetiva, que faz papel de sujeito e pode ser substituída pelo pronome ISSO) com o qual ele concorda, ou seja, ISSO ficou muito claro. (E)

18. Os dois-pontos servem, entre outras coisas, para indicar um esclarecimento, explicação. Neste item, o pronome "algo" é esclarecido adiante com o trecho "o surgimento de uma entidade..." (C)

19. Se tirarmos os dois-pontos, colocarmos uma vírgula no lugar e acrescentarmos o termo "que é" depois dela, a oração passa a ser subordinada adjetiva explicativa porque tem a presença agora de um pronome relativo (que) referindo-se a "algo". Desta forma, o texto continua com um sentido explicativo. (C)

20. Observem o trecho: "Não é mais o governo americano que faz a guerra", ou seja, ele já fez em algum momento anterior. Agora, este outro trecho: "Não é ainda o governo americano que faz a guerra", ou seja, ele ainda não a fez, mas pode vir a fazer num momento posterior. (E)